quinta-feira, 7 de julho de 2011

"E Guardei a Fé"

"E guardei a Fé"




Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.



Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.


[J.Thadeu/NavegadoR]Quinta-feira, 7 de Julho de 2011


Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.

"O Último Dia"



"Aquele era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso."



Naquela manhã, sentiu vontade de dormir um pouco mais. Estava cansado, tinha deitado muito tarde e não havia dormido bem. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama, e levantou-se, pensando nas muitas coisas que precisava fazer na empresa.

Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado e nem nas olheiras escuras, resultado de noites mal dormidas.

Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem muita convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não entendia porque ela se queixava tanto da ausência dele e vivia pedindo mais tempo para ficarem juntos.

Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava?

Entrou no carro e saiu. Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar.

Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto. Mas não podia, naquele dia, sair da empresa. Quem sabe no próximo final de semana?

Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.

Na hora do almoço, pediu à secretária para trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte.

Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando.

Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up.

Mas ele logo concluiu que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar.

Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou ao trabalho. "a vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir.

Saiu para uma reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando os degraus de dois em dois. Entrou no carro, deu a partida e, quando ia engatar a marcha, sentiu de novo o mal estar e agora com uma dor forte no peito.

O ar começou a faltar... A dor foi aumentando... O carro desapareceu... Os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem.

A esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas de que mais gostava.

Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã?

A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento.

Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte: a dor da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.

Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas...

Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...

Queria... Queria... Mas não havia mais tempo...

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Quantas pessoas estão vivendo hoje seu último dia de existência na Terra e não sabem disso!

Quantas saem do corpo físico diariamente e deixam muitas coisas por fazer!

Certamente os compromissos profissionais, a limpeza da casa, as compras, os pagamentos, outras pessoas farão.

Mas as questões afetivas, as coisas do coração, somente cada um pode deixar em dia. Aquela visita a um amigo, o abraço de ternura num familiar querido, um beijo carinhoso na esposa ou esposo, uma palavra atenciosa a alguém que precisa, um tempo a mais para dedicar aos amores...

terça-feira, 5 de julho de 2011

"Paciencia"



Acordei sentindo meu coração bem juntinho do seu.
Sentindo um amor que me deixa feliz a cada segundo que percebo um olhar,
um gesto, um carinho seu.
O amor é uma plantinha que a gente cuida todo dia.
É preciso pegar sol, ser regada e receber adubo para florescer,
cultivar o afeto pouco a pouco.
Conhecer cada vez mais um ao outro, e admirar o que o outro é.
Escutar e procurar entender o que cada um diz,
e tentar resolver só o que pode ter solução.
Ter paciência para superar os impasses.
A cada dia a gente cede um pouquinho..
faz trocas, fica atento um ao outro.
Tem que haver cumplicidade e um tem que confiar no outro.
À você que é meu amor... te dou meu coração!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"Senhor acalma meu passo"



Senhor, desacelere as batidas do meu coração, acalmando minha mente.
Senhor, diminua meu ritmo apressado, com uma visão de eternidade do tempo.
Senhor, em meio as confusões do dia, dê-me a tranquilidade das montanhas.
Senhor, retire a tensão dos meus músculos e nervos,
com a música tranquilizante dos córregos, rios e cachoeiras.
Senhor, ajuda-me a conhecer o poder mágico e reparador do sono.
Senhor, acalme meu passo, para que eu possa perceber,
no meio do incessante labor do cotidiano, dos ruídos, lutas, alegrias,
cansaços ou desalentos, a tua presença constante no meu coração.
Senhor, acalme meu passo, para que eu possa entoar o cântico da esperança,
sorrir para o meu próximo e saber calar-me para escutar a tua voz.
Senhor, acalme meu passo, e inspire-me a que eu possa enterrar minhas raízes,
no solo dos valores duradouros da vida, a fim de que eu possa crescer,
até as estrelas do meu destino maior.
Obrigado Senhor, por me ouvir, pelo dia de hoje, pela família que me destes,
pelos amigos que me rodeiam e, sobretudo, pela Sua presença em minha vida.

domingo, 3 de julho de 2011

'Servir no anonimato'








Todos querem se juntar aos vitoriosos.
Poucos amparam os caídos.
Não faça o que os outros fazem.
Faça o que eles não fazem:
Ajude os derrotados, os deserdados,
os que se demoram na doença
e na miséria, os que de maneira nenhuma
lhe poderão retribuir os benefícios.
Seja capaz de ajudar e esquecer a ajuda.
Experimente a alegria de servir no anonimato.
Na sombra dos homens.
Na luz de Deus.

sábado, 2 de julho de 2011

"Conheça-te"



Você será



espiritualmente forte se



observar sua fraqueza espiritual.
Será virtuoso se observar os seus vícios.
Será amoroso se observar o seu desamor.
Quando sabemos que somos, já não somos, ou estamos em vias de não ser.
Se você bem se observa, e descobre que é invejoso, já não é invejoso.
Se descobre que é mentiroso, preguiçoso, orgulhoso, agressivo,
já não é nada disso, ou já está deixando de ser.
Para ser verdadeiramente humilde, observe sua presunção.
Para ser bondoso, observe sua maldade.
Observe-se a si mesmo na vida de relação.
Conheça-se bem, e se liberte.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

"O bom proceder"



O bom proceder consiste de sermos em tudo, sinceros
e conformarmos a alma com a vontade universal, isso é,
fazer aos outros aquilo que desejamos que nos fizessem.
O homem de bem exige tudo de si próprio, enquanto
o homem medíocre espera tudo dos outros.
A maior glória não é ficar só de pé,
mas levantar-se cada vez que se cai.
Lembremo-nos sempre que não são as ervas daninhas
que matam a boa semente, mas na verdade
é a negligencia do camponês.
Para onde você for, vai por inteiro, levando junto seu coração.
Sempre que não corrigimos nossas faltas,
é o mesmo de estarmos cometendo novos erros.
Nunca te suponhas tão grande a ponto de pensar
e ver os outros menores do que você.
Deves ter a cabeça sempre fria, o coração sempre quente
e as mãos sempre dispostas a curar
as feridas dos seus semelhantes.
Procure exigir muito de ti e espera pouco dos outros.