quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Um Poema de Fernando Pessoa"



Gato que brincas na rua...
por: Fernando Pessoa

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.


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terça-feira, 26 de abril de 2011

"Apenas uma ilusão"





Apenas uma ilusão
(Imagination)

Ilusão, ilusão
Ilusão, ilusão

Procurando por um destino que seja meu
Existe outro lugar, outro tempo
Tocando muitos corações pelo caminho, sim
Esperando nunca ter que dizer

Isso é apenas uma ilusão


Siga suas emoções para qualquer lugar
Existe realmente mágica no ar?
Nunca deixe seus sentimentos te entristecerem
Abra os olhos e olhe ao redor

Isso é apenas uma ilusão!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Base da Metafísica"





E agora, cavalheiros, eu vos deixo
uma palavra
que fique nas vossas mentes
e nas vossas memórias
como princípio e também como fim
de toda a metafísica.

(Tal qual o professor aos estudantes
ao encerrar o seu curso repleto.)

Tendo estudado antigos e modernos,
sistemas dos gregos e dos germânicos,
tendo estudado e situado Kant,
Fichte, Schelling e Hegel,
situado a doutrina de Platão,
e Sócrates superior a Platão,
e outros ainda superiores a Sócrates
buscando pesquisar e situar,
tendo estudado bastante o divino Cristo,
eu vejo hoje reminiscências daqueles
sistemas grego e germânico,
deparo todas as filosofias,
templos e dogmas cristãos encontro,
e mesmo sem chegar a Sócrates eu vejo
com absoluta clareza,
e sem chegar até o divino Cristo,
eu vejo
o puro amor do homem por seu camarada,
a atração de um amigo pelo amigo,
de uma mulher pelo marido e vice-versa
quando bem conjugados,
de filhos pelos pais, de uma cidade
por outra, de uma terra
por outra.

"Sentes, Pensas e Sabes que Pensas e Sentes"





Dizes-me: tu és mais alguma cousa
Que uma pedra ou uma planta.
Dizes-me: sentes, pensas e sabes
Que pensas e sentes.
Então as pedras escrevem versos?
Então as plantas têm idéias sobre o mundo?

Sim: há diferença.
Mas não é a diferença que encontras;
Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as cousas:
Só me obriga a ser consciente.

Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei.
Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.

Ter consciência é mais que ter cor?
Pode ser e pode não ser.
Sei que é diferente apenas.
Ninguém pode provar que é mais que só diferente.

Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
Não sei mais nada.

Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.
Sim, faço idéias sobre o mundo, e a planta nenhumas.
Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;
E as plantas são plantas só, e não pensadores.
Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,

Como que sou inferior.
Mas não digo isso: digo da pedra, "é uma pedra",
Digo da planta, "é uma planta",
Digo de mim, "sou eu".
E não digo mais nada. Que mais há a dizer?

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"A Harmonia no Lar"









O Lar é onde devemos ter a tranqüilidade para repousarmos
nosso corpo e nossa mente, onde refazemos nossas energias.
É no Lar, que nos encontramos muitas vezes com nossas
maiores provas da vida, para isso devemos procurar sempre manter
a harmonia entre todos, buscar a compreensão como nossa aliada,
não é uma tarefa fácil, porque muitas vezes nos desentendemos
e trazemos ao nosso lar a desarmonia.
Filhos que não falam com os pais, pais que não falam com os filhos.
Esposo que não fala com a esposa.
Irmãos que se desentendem por motivos muitas vezes banais.
Assim instala-se a desarmonia no lar.
Busquemos então a compreensão e a tolerância, para vencermos
as dificuldades do lar, porque as dificuldades são inerentes
ao nosso aprendizado em família.
Procure sempre o diálogo sereno e o amor, não se deixe levar
por palavras grosseiras que só vão desequilibrar o ambiente.
A palavra com serenidade e equilíbrio, nos dá mais discernimento
na resolução de nossos problemas, porque as brigas constantes
nos levam ao desequilíbrio.
Procure fazer do seu Lar todos os dias um ambiente de paz
e tranqüilidade, através da boa conversa em família e do entendimento entre todos.
Lembre-se que um lar em harmonia, pode nos proporcionar muita paz
e serenidade para enfrentarmos as batalhas do dia a dia
fora de casa, porque temos a segurança de termos para onde voltar.
Ame sua família e perceba o quanto ela é importante para sua vida.


Luz e Paz.

quinta-feira, 21 de abril de 2011







A PÁSCOA de TODOS


Páscoa quer dizer passagem e nós todos teremos a nossa páscoa individual ao passar desta vida para a outra. O poeta nos convida à Páscoa cristã – não a da passagem do Mar Vermelho – mas a da travessia do Mar Vivo nas águas lustrais do Evangelho.

Todos ressuscitaremos, como afirmou o apóstolo Paulo na primeira carta aos coríntios. A mensagem poética de Cid Franco (abaixo) traz-nos a confirmação disso, por duas maneiras. Dá-nos primeira a prova da sua própria ressurreição e depois nos convida, a todos, para a ressurreição em Cristo. E para ilustrar numa visão histórica e mundial a realidade da ressurreição, mostra-nos o perigo do círculo vicioso das reencarnações em que podemos cair pelo apego animal aos planos inferiores, sem a iluminação em Cristo.

Sobreviver após a morte é uma lei natural. Todos nós e todas as coisas estamos sujeitos a essa lei. Mas sobreviver em Cristo é superar essa exigência biológica para atingir os planos superiores do espírito, Não foi isso o que Jesus ensinou ao dizer: "Quem se apegar à sua vida perdê-la-á, mas quem a perder por amor de mim, esse a encontrará"?

O saudoso poeta de "À Procura de Cristo" e de "Trovas para o meu Senhor" continua a proclamar do Além o que sustentava no Aquém. Adverte-nos quanto ao perigo das máquinas devoradoras, da loucura tecnológica que enleia os povos nos tentáculos do polvo da ambição e ameaça-os com os cogumelos do extermínio. Convida-nos a vencer os alucinógenos da filosofia do imanente, dos tóxicos do pragmatismo, para podermos sobreviver na vida em abundancia que o Cristo nos revela em sua ressurreição.


Fonte: LIVRO: "Astronautas do Além" (espíritos diversos)
Autor Espititual: Irmão Saulo
Psicografada por: Médium - Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires


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CID FRANCO de volta
por: Francisco Cândido Xavier


QUE SERÁ DE NÓS?


Que será de nós se não sobrevivermos em Cristo
Tanto quanto o Cristo busca sobreviver em nós?
Não passaremos de símios acorrentados à teia dos cromossomas,
Nascendo,
Morrendo
E renascendo
A fim de aprender a edificar a vida pelo amor,
Mas acabando por ceder às tentações do ódio para destruí-la
Qual vem acontecendo
Na sucessão dos evos.

Que será de nós sem a sobrevivência em Cristo?
Quem livrará os povos superdesenvolvidos dos polvos da ambição e dos cogumelos do extermínio?
Time Square, Piccadilly, Champs Elysées,
Festivais de Cannes, passarelas de Roma, Carnavais do Rio,
Quem vos garantirá, na retorta da existência, a transformação gradativa convertendo-vos o brilho exterior em felicidade real?
Sociedades de Nações, Academias de Ciências, Institutos de Pesquisas e Organizações Culturais,
Quem vos assegurará a subida em demanda do sol do sentimento,
Para que os vossos raciocínios brilhem de sublimação à plena luz?

Companheiros que vos ocultais sob a névoa grossa da anfetamina
Ou que transitais nas alucinações do ácido lisérgico,
Quem vos soerguerá com paciência, restituindo-vos o equilíbrio nas trilhas naturais?
Que será de nós se não sobrevivermos em Cristo?
Sem Ele, ai de vós entregues às mandíbulas das máquinas, Semelhantes a Moloques insaciáveis do sangue das vítimas! E ai de nós no Plano Espiritual da Terra,
Que não podemos rogar piedade aos computadores nem pedir vida nova aos foguetes espaciais!

Que será de nós se não sobrevivermos em Cristo?
Homens, comunidades e nações conhecem a resposta...

Sem sobrevivermos em Cristo, na marcha em direção à solidariedade isenta das pedras do sarcasmo e livre dos punhos e golpes da violência, não passaremos de animais amando e odiando, edificando e arrasando, nas viagens de ida e volta berço-túmulo e túmulo-berço, embora refulgindo no ápice das conquistas biológicas, transistorizadas em nossas lembranças ancestrais a rebentarem através de guerras e mais guerras, conforme a filosofia do imanente e segundo o registo do imemorial.

Fonte: IN: "Universo Espírita"
Autor Espititual: Cid Franco
Psicografada por: Médium - Francisco Cândido Xavier

"O TEMPO DO…TEMPO"




O Tempo do Nosso Tempo tinha outra corrida,

Social, moral, onde primava a decência,

Homens e mulheres tinha devida diligência,

De proceder com recato, melhor da sua vida!

Hoje Sodoma e Gomorra, aparece com frequência,

Dizem é o Tempo do Tempo ninguém duvida,

A liberdade excessiva sempre foi mal gerida,

A lenda vai ser realidade com influência!

O poeta aborda o tema “O tempo do nosso tempo”

Pelo seu lado com metáfora idealista,

Mas há gente que do tempo fazem passatempo…

…Sem pensar que perder tempo é um fracasso,

Que se não o aproveita ou não o conquista,

Seria bem melhor o tempo no nosso espaço!

Nelson F. Carvalho

AMORA == Belverde

PORTUGAL